Estão obsedados. São almas, pedaços, esparramados pelo chão da inconsciência. Buscam a liberdade naquilo que os aprisiona, esquecem-se do mundo através do material. São incapazes de reconhecer o erro, aliás, os erros não há nessa constelação forjada do tudo poder. Errar, dentro dessa concepção desmedida, é negar o que se é – mas nem eles … Continue a leitura
É tarde agora, o que penso é vento, é cinza, é qualquer coisa que me distancia da realidade. O presente me ocorre de modo muito peculiar, eu quero fugir, eu quero fugir. Conflito de idéias, planos de vida. Vivo de lembranças boas, esqueço do que vivo no agora, o agora é etéreo, e só … Continue a leitura
Não quero me tornar o mais belo com essa calça, nem o mais descolado com esses tênis velhos. Não quero estar ligado à tecnologia e ao mundo virtual com o telefone celular que faz tudo; só não me aproxima dos outros de verdade. Quero, às vezes, acessar um site noticioso, ler artigos e até zapear … Continue a leitura
De algum lugar da Rodovia Anhanguera, 24 de março de 2008. É, hoje resolvi imitar um hábito comum do indômito Assis Chateaubriand, o de iniciar o texto com a referência local e temporal do autor da crônica. Pois bem. Estou em meio a uma viagem. O motivo: procura-se um trabalho urgentemente. Agora são pouco mais … Continue a leitura
Poucas manifestações artísticas têm o poder de impressionar da música. Ainda mais quando falamos de rock, e dos bons. O clipe de “Do the evolution”¸ do Pearl Jam, resume em poucos versos e uma série d imagens chocantes a história da humanidade e seus tropeços. As guerras em nome da fé, da terra, do dinheiro. … Continue a leitura
Metafisicamente falando, não há nada que não se possa questionar ou provar, revogar ou confirmar, até alguém me dizer quem, se não Deus, pintou de azul o céu, naquela tarde em que eu olhei pro horizonte tão feliz. E tracei, dali mesmo, naquele esplendoroso cenário vespertino, pacato e amansador, a imaginária linha mestra de meu … Continue a leitura
TEATROPeça sob direção de Lúcia Vitto foi apresentada no Mapa Cultural Paulista. Recentemente, o teatro rio-pardense foi representado na fase regional do Mapa Cultural Paulista, em Indaiatuba. A Sala Acrísio de Camargo foi palco da peça O Estado das Coisas no Limite do Silêncio, dirigida por Lúcia Vitto.O elenco do Núcleo de Formação para Atores … Continue a leitura
Ver a força com que o tempo age em nossas vidas não é fácil. É uma espécie de frisson que nos provoca. É também um deslumbre que às vezes nos tira o gosto doce das coisas. É nestas que me recolho ao relento, ao simples ato de contemplar, olhando a plena paisagem, que não sei … Continue a leitura
Quem é você? Você. Já se perguntou a respeito disso? Não, por medo talvez. Por contentamento. Por acomodar-se à idéia de que você é alguém, sim, mas um ser o qual ainda não soube definir ao certo. E pra que definir? Se a vida é um labirinto de incertezas. E pra que buscar a imensidão … Continue a leitura
Segunda-feira. Sempre torta. Sempre alucinante. É um recomeço que inexiste. É um momento que parece representar a mudança dos hábitos. A redenção à rotina. O tempo. Que bicho é esse? As lembranças que guardo comigo, de tão presentes, confundem-se com o agora. Que coisa maluca. Tenho em mente ainda a caminhada de ontem à tarde. … Continue a leitura
Que noite é essa que conspira agora? Não consegui me livrar daquela dor no dente, mas tudo está bem. Incrível. Sei.. Sei sim. Estou cheio de coisas pra fazer, mas que importa? É tão bom parar de vez em quando só pra apreciar a invisível cor da brisa, contemplar as árvores, as estrelas, parar pra … Continue a leitura
E a vida continua. Revirei ontem as velhas fotos. Me vi naquelas imagens passadas. Sensação estranha. A passos bem rápidos as coisas caminham. Minha cara já não é a mesma. Ganhei alguns quilos, minhas entradas já aumentaram. O rosto do menino, livre das mágoas e preocupações, se afasta, e se forma em seu lugar um … Continue a leitura
O vento frio que entra pela porta não é tão gélido mais. Agora a calmaria volta. Quero ir pra casa, pensar um pouco na vida, naquilo tudo que ando fazendo de certo e errado. Quero quem sabe ver algo diferente por aí. Voar feito um pássaro. Escutar uma música nova pra me distrair. Não sei, … Continue a leitura
Eu vejo as pessoas. Eu vejo a trilha que se inicia e que se acaba. Eu vejo um rio. Turvo, corrente e absurdamente brilhante. Mistério e mais mistério. Um rouxinol canta o começo do fim. E ele vai demorar a voltar para seu galho. Sua missão ainda não está cumprida. É apenas uma passagem. E … Continue a leitura
Esta noite eu tive um sonho. Não que nas outras madrugadas meu inconsciente não tenha colocado as máquinas para rodar. Acontece que o sonho só existe quando a gente se lembra dele no dia seguinte. E foi o que aconteceu comigo nesta manhã tão estranha. Eu e meu sono pesado, insistimos em levantar da cama. … Continue a leitura